Dr. Lucas Gerbasi, médico coloproctologista, de terno azul-marinho e camisa clara, olhando para baixo durante a consulta, dentro do símbolo G

Sua consulta

Segunda opinião em câncer de intestino e de reto

Resposta curta: a segunda opinião é uma nova avaliação do diagnóstico e do plano de tratamento, feita de preferência antes de o tratamento começar. Serve para confirmar o que já foi proposto, conhecer outras opções e decidir com mais informação. Não é desconfiança de quem fez a primeira avaliação: no câncer de intestino e de reto, muitas decisões têm mais de uma opção razoável.

Quando vale procurar

  • logo depois do diagnóstico, antes de começar o tratamento;
  • no câncer de reto (a parte final do intestino grosso, logo acima do ânus), em que a ordem entre radioterapia, quimioterapia e cirurgia é decidida caso a caso;
  • quando foi proposto um estoma definitivo (a abertura do intestino na pele do abdome, por onde as fezes saem para uma bolsa coletora), para entender o motivo e saber se há alternativas;
  • quando o tumor desapareceu com o tratamento e se discute acompanhar sem operar;
  • quando houve recidiva (a volta da doença depois do tratamento) ou metástase (quando o câncer se espalha para outro órgão, como o fígado);
  • quando há dúvidas sobre o tratamento depois da cirurgia, como a quimioterapia.

O que é revisto na consulta

O diagnóstico. O que confirma o câncer é a biópsia, a retirada de um pequeno pedaço de tecido para análise no laboratório. No câncer de reto, um teste feito nesse mesmo material é recomendado em todos os casos. Ele identifica um tipo de tumor com uma alteração específica, em que o tratamento pode ser diferente.

O estadiamento, ou seja, a avaliação de até onde o tumor chegou, que orienta o tratamento. Exames como a colonoscopia (o exame que examina todo o intestino grosso por dentro com uma câmera), a tomografia e, no câncer de reto, a ressonância magnética da pelve mostram onde está o tumor e se ele se espalhou. A leitura desses exames também pode ser revista. Num estudo com 461 pacientes com câncer de reto, quando as ressonâncias magnéticas foram relidas por radiologistas dedicados a esse tipo de exame, o novo laudo foi diferente do original em cerca de 54% dos casos. Numa avaliação simulada, em que cirurgiões planejaram o tratamento só com os laudos, parte dessas diferenças mudou o plano proposto. O estudo não avaliou qual das duas leituras estava certa nem o que aconteceu com os pacientes; ele mostra que a revisão das imagens pode mudar o plano.

O plano de tratamento. As opções incluem a cirurgia, o tratamento neoadjuvante (feito antes da cirurgia, como quimioterapia ou radioterapia, para diminuir o tumor) e o acompanhamento sem operar. No câncer de reto, em casos selecionados, outra opção é a ressecção local: a retirada só da área do tumor, com uma margem de tecido, sem retirar o reto inteiro. Ela tem limites: a segurança contra o câncer não está comprovada como igual à da cirurgia completa. Cada opção tem benefícios, riscos e consequências, que são explicados ao paciente.

A via da cirurgia. A cirurgia pode ser aberta ou por via minimamente invasiva, ou seja, por vídeo (laparoscopia) ou robótica, feita por pequenas incisões (os cortes feitos na pele para a cirurgia), com câmera e instrumentos finos. Nos estudos, o controle do câncer foi semelhante entre as vias. A escolha depende do caso e da experiência da equipe.

A discussão em equipe. Discutir o caso em reunião com oncologista clínico, radiologista, patologista, radioterapeuta e cirurgião muda o plano em parte dos casos: nos estudos, de 6% a 29%.

Preservar o reto, quando é possível

Em parte dos pacientes com câncer de reto, depois da quimiorradioterapia (tratamento que combina quimioterapia e radioterapia), os exames não mostram mais sinal do tumor. Nesses casos, uma opção é o watch and wait: acompanhamento de perto, sem operar, de tumores do reto que desaparecem depois do tratamento. Os exames são feitos a cada poucos meses.

Em contrapartida, em cerca de 25% a 35% dos pacientes acompanhados assim, há recidiva no reto. Na maioria das vezes, ainda é possível operar. Quando há recidiva, porém, o risco de metástase é maior. Essa estratégia não serve para todos e deve ser feita por equipe com experiência nesse acompanhamento. Os detalhes estão em Preservação do ânus no câncer de reto.

O que levar à consulta

  • laudo e fotos da colonoscopia;
  • laudo da biópsia e de exames feitos no material do tumor;
  • laudos e imagens dos exames (ressonância magnética, tomografia), de preferência em CD, DVD ou link;
  • exames de sangue recentes;
  • se já houve cirurgia: relatório da operação, laudo da peça retirada e resumo da alta;
  • se já houve quimioterapia ou radioterapia: relatórios com datas;
  • lista de medicações, doenças e cirurgias anteriores e casos de câncer na família;
  • as perguntas que quer fazer, anotadas.

Lâminas e blocos de parafina da biópsia (o material guardado pelo laboratório). Esse material pode ser pedido ao laboratório que fez o exame. Ele permite que outro patologista revise o diagnóstico, se necessário.

Como funciona

A consulta começa pela história e pela revisão dos documentos. O exame físico, incluindo o toque retal (exame em que o médico examina o canal anal e o reto com o dedo, com luva e lubrificante) quando necessário, é feito com explicação antes e com a concordância do paciente. Quando preciso, as lâminas e as imagens são revistas por especialistas. O caso também pode ser discutido em equipe.

O tratamento do câncer tem um tempo a ser respeitado. Em geral, a consulta é marcada em até cerca de uma semana, conforme a disponibilidade da agenda. Chegar com os documentos organizados ajuda a avaliação a acontecer sem demora.

Pacientes de outros estados podem começar por uma teleconsulta. Ela tem uma limitação: não permite o exame físico. Quando o exame for essencial, o paciente é orientado sobre isso na própria teleconsulta.

Agendamento, pagamento e retorno funcionam como na primeira consulta: veja Primeira consulta de coloproctologia.

Como a decisão é tomada

Ao final, o Dr. Lucas Gerbasi explica o que foi confirmado, quais são as opções e o que esperar de cada uma. Pesam o estadiamento, a distância entre o tumor e o ânus, a resposta ao tratamento já feito, a saúde do paciente e os riscos de tratar e de não tratar, inclusive os de adiar o tratamento. A avaliação pode ser compartilhada com o médico que acompanha o paciente. A decisão é tomada em conjunto.

Onde o Dr. Lucas Gerbasi atende

  • Einstein Perdizes: Rua Apiacás, 85, Perdizes, São Paulo.
  • Clínica Einstein Anália Franco: Av. Regente Feijó, 1425, São Paulo.
  • Atendimento no Atrium Jardins: Edifício Atrium Jardins, Rua Cristiano Viana, 401, conj. 604, Pinheiros, São Paulo.

Agendamento por telefone e WhatsApp: +55 11 93364-0066. O atendimento da equipe, inclusive pelo WhatsApp, é feito em dias úteis, das 9h às 17h.

Perguntas frequentes

Não. A segunda opinião serve para confirmar o diagnóstico e conhecer as opções. Entender as opções ajuda o paciente a decidir.
Ela deve ser feita logo, sem adiar o tratamento além do necessário. Em estudos de observação, atrasos de semanas no tratamento do câncer de intestino se associaram a resultados piores, embora esses estudos não provem que o atraso seja a causa. Ao mesmo tempo, o tratamento só deve começar depois dos exames necessários.
Ajuda bastante, porque permitem rever o diagnóstico. Se não for possível trazê-las na primeira consulta, podem ser pedidas depois.
Pode valer, por exemplo, na reavaliação depois da quimiorradioterapia ou quando o plano muda. Os exames de antes do tratamento continuam importantes e devem ser levados.
Não. Depende sobretudo da distância entre o tumor e o ânus, da relação do tumor com o esfíncter anal (o músculo em anel que fecha o ânus e ajuda a segurar fezes e gases) e da resposta ao tratamento. Quando é preciso um estoma, muitas vezes ele é temporário. Ainda assim, num grande estudo, cerca de 19% dos estomas criados não foram fechados. Veja Câncer de reto e bolsa de colostomia.
Não necessariamente. O paciente pode seguir com a equipe que já o acompanha, levando a avaliação, ou se tratar com o Dr. Lucas Gerbasi.
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