Dr. Lucas Gerbasi, médico coloproctologista, sentado à mesa do consultório, de terno azul-marinho e camisa clara, olhando para a câmera, dentro do símbolo G

Sua consulta

Primeira consulta de coloproctologia: o que esperar

Resposta curta: a primeira consulta com o coloproctologista começa por uma conversa sobre os sintomas, o hábito intestinal e a história de saúde. Quando a queixa envolve o ânus ou o reto, em geral se propõe o exame físico da região, feito com explicação prévia, concordância do paciente e cuidado com o pudor. Nem toda consulta inclui esse exame. A consulta não exige preparo. Ao final, o médico explica o que o paciente provavelmente tem, quais são as opções e o que esperar de cada uma. A decisão é tomada em conjunto.

O que o coloproctologista avalia

A coloproctologia cuida do intestino grosso, do reto (a parte final do intestino grosso, logo acima do ânus) e do ânus. Motivos frequentes de consulta são sangue nas fezes, dor no ânus ou ao evacuar, inchaço ou nódulo perto do ânus (uma lesão arredondada, mais firme, que se sente ou se vê no exame), coceira, secreção, mudança no hábito intestinal (intestino preso ou diarreia), barriga inchada, doença diverticular (divertículos são pequenas bolsas na parede do intestino grosso), rastreamento e tratamento do câncer de intestino e segunda opinião antes de uma cirurgia.

O rastreamento é feito com exames em quem não tem sintomas para achar cedo o câncer ou lesões que podem virar câncer.

Muitos desses sintomas têm causas diferentes que se parecem. O sangramento pelo ânus, por exemplo, pode vir de hemorroidas, de câncer de intestino, de divertículos, de doenças inflamatórias do intestino (como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que causam inflamação crônica na parede do intestino) ou de outras alterações. Por isso, a consulta busca a causa, não só o alívio do sintoma.

Como é a conversa

O Dr. Lucas Gerbasi costuma perguntar:

  • quais são os sintomas, quando começaram e como mudaram;
  • como é o hábito intestinal: frequência, consistência das fezes e esforço para evacuar;
  • se há sangue, muco, dor, perda de peso ou mudança recente nas evacuações;
  • quais medicações o paciente usa, sobretudo as que afinam o sangue, como anticoagulantes e antiagregantes plaquetários;
  • quais cirurgias e doenças já teve;
  • se há casos de câncer de intestino ou de doença inflamatória do intestino na família;
  • quais exames já fez e quando.

Assuntos íntimos fazem parte dessa conversa. Detalhes que parecem pequenos podem mudar o raciocínio. O paciente pode falar no seu tempo.

O exame da região anal

Quando a queixa envolve o ânus ou o reto, o exame físico costuma ser parte essencial do diagnóstico. Pode incluir:

  • a observação da pele ao redor do ânus;
  • o toque retal, exame em que o médico examina o canal anal e o reto com o dedo, com luva e lubrificante;
  • quando indicada, a anuscopia, exame simples no consultório que mostra o canal anal por dentro.

Como é feito. O paciente veste um avental e fica deitado sobre o lado esquerdo, posição chamada decúbito lateral esquerdo, com uma cobertura sobre o corpo. Alguém da equipe fica na sala durante o exame. O acompanhante também pode ficar, se o paciente autorizar.

Antes de começar, o médico explica o que será feito e por quê. O exame só é feito com a concordância do paciente, que pode pedir pausa ou interrupção a qualquer momento.

Dor durante o exame. O exame não costuma doer. Se houver dor, ele é interrompido na hora. Nesse caso, pode ser remarcado para outro dia ou feito no centro cirúrgico, sob sedação. Isso pode acontecer, por exemplo, em algumas fissuras anais; a fissura anal é uma ferida (corte) na pele do canal anal, que dói ao evacuar.

Sentir constrangimento é compreensível. Ainda assim, adiar a avaliação por receio do exame pode atrasar diagnósticos que dependem dele.

Retossigmoidoscopia. A retossigmoidoscopia, exame que olha por dentro o reto e a parte do intestino grosso logo antes dele, não é feita no consultório. Quando indicada, ela é marcada à parte, em serviço com aparelhos que fazem o registro do exame em imagens.

Nem toda consulta inclui o exame

O exame físico é proposto quando ajuda a responder a pergunta da consulta. Muitas vezes, a conversa e os exames já feitos bastam naquele dia, por exemplo:

  • para discutir o resultado de uma colonoscopia, o exame que examina todo o intestino grosso por dentro com uma câmera e permite retirar pólipos, ou de exames de imagem;
  • em queixas como barriga inchada ou mudança no hábito intestinal, em que o primeiro passo costuma ser a conversa;
  • na segunda opinião, com os exames em mãos;
  • na orientação sobre rastreamento do câncer de intestino.

Quando o exame é importante, o médico explica o motivo e o que muda se ele não for feito.

Há preparo para a consulta?

Não. A consulta não exige nenhum tipo de preparo, mesmo quando inclui o exame físico da região anal. A colonoscopia é marcada à parte e tem preparo próprio, com dieta e laxantes.

As medicações de uso habitual devem ser mantidas, inclusive as que afinam o sangue. Basta informar o uso na consulta. Se algum procedimento for indicado depois, a orientação sobre essas medicações é dada antes dele.

A consulta pode ser feita durante a menstruação. Se a paciente se sentir desconfortável para o exame, ele pode ser marcado para outro dia.

O que levar

  • documento com foto;
  • pedido de encaminhamento, se houver;
  • exames anteriores com os laudos: colonoscopia e resultado da biópsia (a retirada de um pequeno pedaço de tecido para análise no laboratório), exames de imagem e exames de sangue recentes;
  • relatórios de cirurgias anteriores;
  • lista das medicações em uso, com as doses;
  • anotações sobre os sintomas: quando aparecem, com que frequência, o que melhora e o que piora. Anotar as evacuações por alguns dias costuma ajudar.

Como a decisão é tomada

Ao fim da consulta, o Dr. Lucas Gerbasi explica a hipótese diagnóstica, por que ela é a mais provável, as opções de tratamento ou de investigação e o que se espera de cada uma, inclusive os riscos e o que acontece se nada for feito. Quando são necessários exames, eles são pedidos e explicados. A decisão é tomada em conjunto.

Quando não esperar a consulta

Febre, dor forte ou sangramento importante não devem esperar a data da consulta. Nesses casos, o indicado é procurar um pronto-socorro.

Agendamento, pagamento e retorno

  • Agendamento: pelo telefone e WhatsApp +55 11 93364-0066, para qualquer um dos três locais. O atendimento da equipe, inclusive pelo WhatsApp, é feito em dias úteis, das 9h às 17h. Em geral, a primeira consulta é marcada em até cerca de uma semana, conforme a disponibilidade da agenda.
  • Pagamento: a equipe informa o valor da consulta no agendamento. O pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou cartão de débito.
  • Retorno: o retorno para tratar do mesmo assunto e avaliar os exames pedidos está incluído na consulta, conforme as regras do Conselho Federal de Medicina (CFM). A data é combinada ao fim da consulta.
  • Teleconsulta: pacientes de outros estados podem começar por uma teleconsulta. Ela tem uma limitação: não permite o exame físico. Quando o exame for essencial, o paciente é orientado sobre isso na própria teleconsulta.

Onde o Dr. Lucas Gerbasi atende

  • Einstein Perdizes: Rua Apiacás, 85, Perdizes, São Paulo.
  • Clínica Einstein Anália Franco: Av. Regente Feijó, 1425, São Paulo.
  • Atendimento no Atrium Jardins: Edifício Atrium Jardins, Rua Cristiano Viana, 401, conj. 604, Pinheiros, São Paulo.

Perguntas frequentes

Não. O exame físico é proposto quando ajuda no diagnóstico, depois de explicado e aceito pelo paciente.
Em geral, não. Se houver dor, ele é interrompido na hora. Pode ser remarcado para outro dia ou feito no centro cirúrgico, sob sedação.
Sim. Se a paciente se sentir desconfortável para o exame, ele pode ser marcado para outro dia.
Depende dos sintomas, da idade, da história familiar e dos exames já feitos. A indicação é conversada na consulta.
Vale dizer isso logo no início. Conversar sobre o constrangimento permite planejar o exame com mais conforto ou combinar outro momento, quando for possível. O exame é feito com avental e cobertura. O acompanhante pode ficar na sala, se o paciente autorizar.
O retorno para tratar do mesmo assunto e avaliar os exames pedidos está incluído na consulta, conforme as regras do CFM. A data é combinada ao fim da consulta.

Para entender

  1. Esta página reúne orientações práticas do consultório. Causas de sangramento: Hawkins AT, et al. Dis Colon Rectum. 2024;67(5):614-23. doi:10.1097/DCR.0000000000003276