Dr. Lucas Gerbasi, coloproctologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo

Para entender

SIBO ou intestino irritável: como diferenciar?

Resposta curta: a síndrome do intestino irritável (SII) e o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO, do inglês small intestinal bacterial overgrowth) causam sintomas parecidos, como barriga inchada, gases, diarreia e dor. O que ajuda a diferenciar é sobretudo a história clínica. O SIBO é mais provável quando existe uma condição que favorece a permanência de bactérias no intestino delgado, como algumas cirurgias do aparelho digestivo e doenças que alteram os movimentos do intestino. Sem essa condição, a relação entre SIBO e sintomas é fraca; nesse caso, a SII, que é diagnosticada pelos sintomas e tem tratamentos próprios, ganha peso.

O que é a síndrome do intestino irritável?

A SII faz parte dos distúrbios funcionais do aparelho digestivo. Doença funcional é aquela em que há sintomas sem uma lesão que os exames de rotina mostrem. Os mecanismos descritos envolvem a comunicação entre intestino e cérebro, a sensibilidade e os movimentos intestinais. Estudos observam também alterações da microbiota (o conjunto de microrganismos que vivem no intestino) em parte das pessoas com SII. É uma associação: ainda não se sabe se essas alterações causam os sintomas ou acompanham a doença.

O diagnóstico é feito pelos sintomas, com exames escolhidos conforme o caso. Para quem ainda não ouviu falar dos critérios de Roma: são os critérios de um grupo internacional de especialistas, a Fundação Roma, que define como os distúrbios funcionais do intestino se diagnosticam. Eles são atualizados periodicamente. A versão mais recente, Roma V, é de 2026 e substitui o Roma IV, de 2016. Pelo Roma V, a SII se define por dor ou desconforto abdominal que volta, mas não é contínuo, em média pelo menos três dias por mês nos últimos três meses, associado a dois ou mais destes pontos:

  • Relação com a evacuação;
  • Mudança na frequência das evacuações;
  • Mudança na forma das fezes.

Os sintomas devem ter começado há pelo menos seis meses.

Feito o diagnóstico, a SII é classificada em quatro tipos, pelo aspecto das fezes. Esse aspecto se descreve com a escala de Bristol, que numera as fezes de 1 a 7: os tipos 1 e 2 são fezes duras e ressecadas, típicas da constipação (intestino preso); os tipos 6 e 7 são fezes amolecidas ou líquidas, típicas da diarreia; os tipos 3, 4 e 5 são intermediários. A regra dos 25% vale para os dias em que a evacuação é anormal. Se mais de 25% das evacuações forem dos tipos 1 ou 2 e menos de 25% dos tipos 6 ou 7, a SII é com predomínio de constipação. No inverso, é com predomínio de diarreia. Se os dois grupos passam de 25%, é mista. Quando não se encaixa em nenhum, é não classificada.

Escala de Bristol, que numera o aspecto das fezes de 1 a 7: os tipos 1 e 2 são fezes duras, os tipos 6 e 7 são fezes amolecidas ou líquidas e os tipos 3, 4 e 5 são intermediários.
Esquema com as etapas do diagnóstico da síndrome do intestino irritável pelos critérios de Roma V: dor recorrente, dois ou mais pontos associados, início há seis meses e classificação do tipo pela escala de Bristol.

A diretriz do Colégio Americano de Gastroenterologia (ACG, na sigla em inglês) indica esse diagnóstico positivo, pelos sintomas, em vez de pedir exames em sequência até excluir todas as outras doenças. Em quem tem diarreia, a mesma diretriz indica a pesquisa de doença celíaca no sangue.

Quantas pessoas têm SII depende do critério usado. Numa pesquisa feita pela internet com 28.771 adultos de 15 países, a SII apareceu em 8,5% pelos critérios atuais, de Roma V, contra 3,9% pelos critérios de Roma IV na pesquisa anterior da mesma fundação, nos mesmos países. Segundo os autores, o aumento era esperado pela mudança dos critérios, que passaram a aceitar dor em apenas 3 dias por mês e voltaram a incluir o desconforto abdominal; a pandemia de COVID-19 aparece só como contribuição possível. Ou seja: o mesmo sintoma pode receber ou não o diagnóstico de SII conforme a régua usada. Esses números vêm de questionário respondido pelo próprio participante, sem exame.

O que é SIBO?

A diretriz de SIBO do ACG define o SIBO como a presença de bactérias em excesso no intestino delgado causando sintomas digestivos. Essa definição depende de exames com limites conhecidos, como o teste do sopro. O texto “SIBO: o teste do sopro é confiável?” explica esses limites.

Quem tem mais chance de ter SIBO?

O SIBO é mais provável quando algo faz o conteúdo do intestino delgado ficar parado. Uma atualização da Associação Americana de Gastroenterologia (AGA, na sigla em inglês) resume a regra assim: considerar SIBO quando houver estase, ou seja, conteúdo parado, no intestino delgado. A Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) indica suspeitar de SIBO sobretudo em quem tem:

  • Alterações dos movimentos do intestino delgado, a dismotilidade, como neuropatia diabética (lesão dos nervos causada pelo diabetes), esclerose sistêmica (doença autoimune que pode atingir o intestino), amiloidose (depósito de uma proteína alterada nos tecidos), hipotireoidismo, pseudo-obstrução intestinal idiopática (o intestino funciona como se estivesse obstruído, sem obstáculo físico), gastroparesia (esvaziamento lento do estômago), uso crônico de opioides e uso prolongado de medicações que reduzem os movimentos do intestino;
  • Anatomia alterada, por cirurgia, como as derivações (bypass) e a retirada da válvula ileocecal, a passagem entre o intestino delgado e o intestino grosso, ou por outras causas, como a diverticulose do delgado (pequenas bolsas na parede do intestino), as estenoses (estreitamentos, como os da doença de Crohn), as alças cegas (trechos do intestino por onde o conteúdo não passa) e as fístulas (ligações anormais entre estruturas);
  • Imunidade baixa, a imunodeficiência.

Na mesma lista de condições, a FBG coloca a SII no grupo de relação incerta com o SIBO.

Outra atualização da AGA, de 2023, sobre barriga inchada descreve um grupo de maior risco, em que o teste ou o tratamento direto com antibiótico podem ser considerados: diarreia aquosa persistente, desnutrição com perda de peso e alterações dos movimentos do intestino delgado.

Desenho do intestino delgado e do intestino grosso, com as haustrações do cólon, e rótulos indicando as regiões ligadas às condições que favorecem o SIBO: derivação cirúrgica, válvula ileocecal, alça cega, estenose, fístula, divertículos e movimentos lentos do intestino delgado.

Isso não quer dizer que o SIBO só exista nessas situações. Num estudo de 1990 com pacientes com diarreia crônica ou má absorção, quando o intestino não absorve bem os nutrientes, a cultura do líquido do intestino delgado mostrou supercrescimento em 34 de 46 pacientes com condição predisponente (74%) e em 10 de 31 sem ela (32%). O estudo foi feito em pessoas com diarreia crônica ou má absorção, não em pessoas com SII. Para o paciente: a falta de uma condição predisponente diminui a chance de SIBO, mas não a elimina.

Por outro lado, sem condição predisponente evidente, a relação entre SIBO e sintomas é fraca; os sintomas, sozinhos, preveem mal o SIBO. Para a atualização da AGA, nesse grupo, a diarreia tem associação mais forte com o SIBO do que a barriga inchada. Já a diretriz de SIBO do ACG considera a barriga inchada o sintoma mais marcante do SIBO. Para o paciente: a barriga inchada, sozinha, não basta para dizer que se trata de SIBO.

SIBO e SII aparecem juntos?

Podem aparecer: numa metanálise, estudo que reúne e analisa em conjunto os resultados de vários estudos, o SIBO foi mais frequente em quem tem SII, mas ter SII não significa ter SIBO (os números estão em “As diretrizes em detalhe”, adiante).

Associação não prova causa. Uma revisão sobre o diagnóstico da SII resume que o SIBO foi proposto como causa dos sintomas em alguns pacientes, mas que os dados são conflitantes. A diretriz canadense de SII chega a uma conclusão parecida: o SIBO pode explicar os sintomas de alguns pacientes, mas os dados não sustentam o teste de rotina em quem tem SII.

Por que o teste do sopro confunde as duas?

O teste do sopro mede os gases produzidos quando um açúcar ingerido é fermentado. Em teoria, não deveria haver fermentação no intestino delgado, somente no intestino grosso, pois é ali onde as bactérias, no geral, moram. No caso do SIBO, como há bactérias em quantidade anormal no intestino delgado, a fermentação ocorreria mais cedo. Porém, quando o intestino tem o trânsito mais rápido, o açúcar chega mais cedo ao intestino grosso e é fermentado ali; o teste pode então dar positivo mais cedo, sem realmente haver bactérias em excesso no intestino delgado. A diretriz britânica de SII cita esse motivo, o trânsito rápido, para não usar o teste com hidrogênio na SII.

O texto “SIBO: o teste do sopro é confiável?” mostra o que os estudos encontraram sobre os erros do exame. O metano, outro gás medido pelo teste, tem texto próprio: “Metano no teste do sopro e IMO: o que significa?” (IMO é a sigla em inglês para o supercrescimento de microrganismos produtores de metano no intestino).

O que pesa a favor de cada diagnóstico?

A diferença está na história de cada pessoa. Pesam a favor da SII a dor ou o desconforto abdominal que volta e se relaciona com a evacuação ou com mudanças das fezes, nos critérios descritos acima, sem uma condição que favoreça o SIBO. Pesam a favor de investigar SIBO as condições da lista de quem tem mais chance, acima, e o grupo de maior risco descrito pela AGA.

Sem essas condições, com barriga inchada, gases e mudanças do hábito intestinal, as diretrizes de SII britânica e canadense e a europeia para a SII com diarreia não indicam o teste do sopro de rotina. A diretriz de SIBO do ACG diverge e admite o teste em pessoas com SII. A comparação das diretrizes está na seção fechada, adiante, antes das perguntas frequentes.

Sinais de alarme

Seja SII, seja SIBO, alguns sinais pedem investigação específica. A diretriz da AGA para a SII com diarreia cita:

  • Início dos sintomas depois dos 50 anos;
  • Sangramento pelo ânus que não se explica por hemorroidas ou fissura;
  • Perda de peso sem intenção;
  • Anemia por falta de ferro;
  • Diarreia noturna;
  • História familiar de câncer de cólon, doença inflamatória intestinal ou doença celíaca.

E quando o tratamento é parecido?

A rifaximina, um antibiótico pouco absorvido pelo intestino, é usada no SIBO e também foi estudada na própria SII com diarreia. Se a melhora da SII com a rifaximina tem relação com o SIBO não está claro, porque os grandes ensaios na SII não avaliaram o SIBO.

A dieta com baixo teor de FODMAP, sigla em inglês para um grupo de açúcares que o intestino absorve mal e que fermentam, tem recomendação para a SII, por tempo limitado. Para o SIBO, nenhuma das diretrizes que reunimos a recomenda como tratamento: a diretriz brasileira diz apenas que ela pode aliviar sintomas a curto prazo e que não deve ser mantida a longo prazo. Há um texto específico sobre ela: “Dieta low FODMAP”.

O texto “Intestino irritável: o que tem evidência no tratamento?” mostra o que cada tratamento oferece e os seus limites.

Como a decisão é tomada

A investigação parte da história: se há condição predisponente, se os sintomas são típicos de SII e se há sinais de alarme. A partir daí, pesa-se o que um exame acrescentaria à decisão. A consulta com um especialista pode ajudar a avaliar essa necessidade. A decisão é tomada em conjunto com o paciente.

O que mudou do Roma IV para o Roma V

O Roma V (2026) voltou a incluir o desconforto abdominal ao lado da dor e trocou o limiar de 1 dia por semana por 3 dias por mês. O “não contínuo” é novo, para separar a SII da dor abdominal de mediação central; a menstruação entrou como critério de apoio (a dor ou o desconforto não deve estar ligado só a ela). Dois nomes mudaram: “constipação crônica” substitui “constipação funcional” e “inchaço abdominal funcional” substitui “inchaço e distensão abdominais funcionais”.

Quadro com as mudanças dos critérios de Roma IV para Roma V na síndrome do intestino irritável: desconforto abdominal reincluído, limiar de três dias por mês, critério não contínuo, menstruação como critério de apoio e dois nomes novos.

Testar ou não o SIBO em quem tem SII?

Cada sociedade responde a esta pergunta para uma população própria, e as respostas não são iguais; o quadro mostra cada uma com a sua força de recomendação.

Teste de SIBO e SII: o que dizem as sociedades de gastroenterologia (para quem tem SII ou suspeita de SIBO)

Sociedade e anoPara quemO que dizForça
ACG, 2020Pessoas com SIISugere o teste do soproCondicional; evidência muito baixa
UEG e ESNM, 2022SII com diarreiaContra o teste de rotina; só em casos selecionados com condição predisponenteForte; evidência moderada
AGA, 2023Barriga inchada e eructaçãoNão propõe testar sem fator de risco claro ou sintomas gravesSem graduação
FBG, 2025Suspeita de SIBOSuspeitar com dismotilidade, anatomia alterada ou imunodeficiência; SII com relação incertaSem graus de recomendação
Roma V, 2026SII, avaliação inicialNão recomenda o teste do sopro de rotinaConsenso, sem graduação
Ásia-Pacífico, 2022SIIAfirma que parte das pessoas com SII tem SIBO (não é recomendação de testar)Grau A; evidência II-2

Siglas: ACG, Colégio Americano de Gastroenterologia; UEG, United European Gastroenterology; ESNM, European Society for Neurogastroenterology and Motility; AGA, Associação Americana de Gastroenterologia; FBG, Federação Brasileira de Gastroenterologia; Roma V, consenso da Fundação Roma; Ásia-Pacífico, consenso da Indian Neurogastroenterology and Motility Association para a Ásia e o Pacífico. Fontes: Lacy 2021; Black 2020; Pimentel 2020; Moshiree 2023; Savarino 2022; Silva 2025; Corsetti 2026; Ghoshal 2022.

A diretriz britânica (BSG, British Society of Gastroenterology, 2021) e a canadense (CAG, Canadian Association of Gastroenterology, 2019) também são contra o teste de rotina na SII (forte, com evidência fraca e muito baixa, respectivamente) e ficam fora do quadro. Parte dos autores da diretriz de SIBO do ACG declara vínculos com a indústria, entre eles com o fabricante da rifaximina. A comparação completa está no texto “SIBO: o teste do sopro é confiável?”.

A associação entre SII e SIBO

Uma metanálise, estudo que reúne e analisa em conjunto os resultados de vários estudos, juntou 25 estudos que compararam pessoas com SII e pessoas sem SII. O SIBO foi encontrado em 31,0% das pessoas com SII e em 20,9% das demais. A chance de SIBO foi cerca de 3,7 vezes maior em quem tem SII, considerando juntos todos os grupos de comparação: pessoas sem doença e pessoas sem SII que estavam sendo investigadas por outros sintomas digestivos. Quando se olharam só os 4 estudos em que a comparação era com essas pessoas em investigação, a diferença não se manteve. Com o teste do sopro feito com glicose, a chance foi de 6,0 vezes. Os autores classificam a qualidade da evidência como baixa e pedem cautela na interpretação. Para o paciente: o SIBO aparece com mais frequência em quem tem SII, mas ter SII não significa ter SIBO.

SIBO em 31,0% das pessoas com síndrome do intestino irritável e em 20,9% das pessoas sem a síndrome, numa metanálise de 25 estudos; a chance foi 3,7 vezes maior no conjunto dos grupos de comparação e a diferença não se manteve nos estudos que compararam com pessoas sem a síndrome investigadas por outros sintomas digestivos; com o teste de glicose a chance foi 6,0 vezes; os autores pedem cautela.

Perguntas frequentes

Não. O SIBO é o excesso de bactérias no intestino delgado causando sintomas, mais provável quando há uma condição predisponente. A SII é um distúrbio funcional, diagnosticado pelos sintomas. As duas podem aparecer juntas. Além disso, o teste do sopro pode dar positivo na SII por trânsito rápido.

Não necessariamente. Sem condição predisponente, os sintomas preveem mal o SIBO; a atualização da AGA aponta que o sintoma com associação mais forte com o SIBO é a diarreia, não a barriga inchada. Segundo a diretriz de SIBO do ACG, a barriga inchada é o sintoma mais marcante do SIBO.

Não necessariamente. A SII é uma doença funcional: o intestino funciona de maneira alterada, com dor e mudança do hábito intestinal, sem que haja uma lesão que os exames de rotina mostrem. Por isso exames normais não excluem a SII. Eles mostram, sobretudo, que outras doenças são menos prováveis. O diagnóstico da SII é feito pelos sintomas. Os exames servem para afastar outras doenças quando há motivo.

Depende dos sintomas e do tipo de cirurgia. Cirurgias que mudam o trajeto do intestino ou retiram a válvula ileocecal estão entre as condições que favorecem o SIBO. Mesmo nesses casos, o resultado do teste do sopro é lido junto com a história, porque o exame também erra.

Não necessariamente. O positivo pode refletir só um trânsito intestinal mais rápido, inclusive depois de cirurgias do estômago ou do início do intestino. O resultado é interpretado junto com a história clínica.

Quando os sintomas persistem, quando o diagnóstico não está claro ou diante de qualquer sinal de alarme. A consulta com um especialista pode ajudar a definir se há algo a investigar.

Para entender

Este texto tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.

  1. Lacy BE, Pimentel M, Brenner DM, Chey WD, Keefer LA, Long MD, et al. ACG clinical guideline: management of irritable bowel syndrome. Am J Gastroenterol. 2021;116(1):17-44. doi:10.14309/ajg.0000000000001036
  2. Black CJ, Drossman DA, Talley NJ, Ruddy J, Ford AC. Functional gastrointestinal disorders: advances in understanding and management. Lancet. 2020;396(10263):1664-74. doi:10.1016/S0140-6736(20)32115-2
  3. Corsetti M, Shin A, Lacy BE, Cash BD, Simrén M, Schmulson MJ, et al. Bowel disorders. Gastroenterology. 2026;170(6):1261-82. doi:10.1053/j.gastro.2026.02.003
  4. Sperber AD, Bangdiwala SI, Drossman DA, Ghoshal UC, Simren M, Tack J, et al. Worldwide prevalence and burden of functional gastrointestinal disorders, results of Rome Foundation Global Study. Gastroenterology. 2021;160(1):99-114.e3. doi:10.1053/j.gastro.2020.04.014
  5. Pimentel M, Saad RJ, Long MD, Rao SSC. ACG clinical guideline: small intestinal bacterial overgrowth. Am J Gastroenterol. 2020;115(2):165-78. doi:10.14309/ajg.0000000000000501
  6. Quigley EMM, Murray JA, Pimentel M. AGA clinical practice update on small intestinal bacterial overgrowth: expert review. Gastroenterology. 2020;159(4):1526-32. doi:10.1053/j.gastro.2020.06.090
  7. Silva BC, Ramos GP, Barros LL, Ramos AFP, Domingues G, Chinzon D, et al. Diagnosis and treatment of small intestinal bacterial overgrowth: an official position paper from the Brazilian Federation of Gastroenterology. Arq Gastroenterol. 2025;62:e24107. doi:10.1590/S0004-2803.24612024-107
  8. Moshiree B, Drossman D, Shaukat A. AGA clinical practice update on evaluation and management of belching, abdominal bloating, and distention: expert review. Gastroenterology. 2023;165(3):791-800.e3. doi:10.1053/j.gastro.2023.04.039
  9. Corazza GR, Menozzi MG, Strocchi A, Rasciti L, Vaira D, Lecchini R, et al. The diagnosis of small bowel bacterial overgrowth: reliability of jejunal culture and inadequacy of breath hydrogen testing. Gastroenterology. 1990;98(2):302-9. doi:10.1016/0016-5085(90)90818-l
  10. Shah A, Talley NJ, Jones M, Kendall BJ, Koloski N, Walker MM, et al. Small intestinal bacterial overgrowth in irritable bowel syndrome: a systematic review and meta-analysis of case-control studies. Am J Gastroenterol. 2020;115(2):190-201. doi:10.14309/ajg.0000000000000504
  11. Black CJ. Review article: diagnosis and investigation of irritable bowel syndrome. Aliment Pharmacol Ther. 2021;54(Suppl 1):S33-43. doi:10.1111/apt.16597
  12. Moayyedi P, Andrews CN, MacQueen G, Korownyk C, Marsiglio M, Graff L, et al. Canadian Association of Gastroenterology clinical practice guideline for the management of irritable bowel syndrome (IBS). J Can Assoc Gastroenterol. 2019;2(1):6-29. doi:10.1093/jcag/gwy071
  13. Vasant DH, Paine PA, Black CJ, Houghton LA, Everitt HA, Corsetti M, et al. British Society of Gastroenterology guidelines on the management of irritable bowel syndrome. Gut. 2021;70(7):1214-40. doi:10.1136/gutjnl-2021-324598
  14. Hammer HF, Fox MR, Keller J, Salvatore S, Basilisco G, Hammer J, et al. European guideline on indications, performance, and clinical impact of hydrogen and methane breath tests in adult and pediatric patients: European Association for Gastroenterology, Endoscopy and Nutrition, European Society of Neurogastroenterology and Motility, and European Society for Paediatric Gastroenterology Hepatology and Nutrition consensus. United European Gastroenterol J. 2022;10(1):15-40. doi:10.1002/ueg2.12133
  15. Savarino E, Zingone F, Barberio B, Marasco G, Akyuz F, Akpinar H, et al. Functional bowel disorders with diarrhoea: clinical guidelines of the United European Gastroenterology and European Society for Neurogastroenterology and Motility. United European Gastroenterol J. 2022;10(6):556-84. doi:10.1002/ueg2.12259
  16. Lembo A, Sultan S, Chang L, Heidelbaugh JJ, Smalley W, Verne GN. AGA clinical practice guideline on the pharmacological management of irritable bowel syndrome with diarrhea. Gastroenterology. 2022;163(1):137-51. doi:10.1053/j.gastro.2022.04.017
  17. Lin EC, Massey BT. Scintigraphy demonstrates high rate of false-positive results from glucose breath tests for small bowel bacterial overgrowth. Clin Gastroenterol Hepatol. 2016;14(2):203-8. doi:10.1016/j.cgh.2015.07.032
  18. Drossman DA, Chang L, Tack J. Disorders of gut-brain interaction and the Rome V process. Gastroenterology. 2026;170(6):1083-98. doi:10.1053/j.gastro.2026.02.014
  19. Li X, Yuan Q, Huang H, Wang L. Gut microbiota in irritable bowel syndrome: a narrative review of mechanisms and microbiome-based therapies. Front Immunol. 2025;16:1695321. doi:10.3389/fimmu.2025.1695321
  20. Ford AC, Sperber AD, Corsetti M, Camilleri M. Irritable bowel syndrome. Lancet. 2020;396(10263):1675-1688. doi:10.1016/S0140-6736(20)31548-8
  21. Ghoshal UC, Sachdeva S, Ghoshal U, Misra A, Puri AS, Pratap N, et al. Asian-Pacific consensus on small intestinal bacterial overgrowth in gastrointestinal disorders: an initiative of the Indian Neurogastroenterology and Motility Association. Indian J Gastroenterol. 2022;41(5):483-507. doi:10.1007/s12664-022-01292-x
  22. Sperber AD, Hreinsson JP, Simrén M, Drossman DA, Andresen V, Bor S, et al. Rome V global epidemiology and validation survey: prevalence of disorders of gut-brain interaction and comparison with the Rome IV global epidemiology study. Gut. 2026;75(10):1887-97. doi:10.1136/gutjnl-2026-339666

Dr. Lucas Gerbasi

Médico Coloproctologista, CRM SP 150786, RQE 72343 / 72344

Atuação em doenças do intestino grosso, reto e ânus e em cirurgia colorretal minimamente invasiva, com ênfase em procedimentos com evidência científica comprovada.